Os arredores a
conhecer...
Cáceres
Em cada recanto do centro antigo de Cáceres nota-se a presença constante da história antiga. A origem da cidade remonta ao Paleolítico Superior, do qual se conservam vestígios na cova de Maltravieso. Os Romanos, em 34 a. C., pela mão do Procônsul Caio Norbano Flacco, fundam a cidade a que dão o nome de Norba Caesarina. Vestígios desta época são as fundações das muralhas e o chamado Arco del Cristo. Durante a dominação árabe começa a ressurgir a cidade que atingirá o máximo esplendor após a reconquista Cristã, coincidindo com o descobrimento da América. Muitos palácios foram construídos por famílias de aristocratas e recheados com tesouros e riquezas vindos do outro lado do Atlântico. Em Cáceres espera-nos um dos conjuntos artístico-monumentais mais impressionantes e melhor conservados da Península. Uma visita nocturna a Cáceres torna-se imprescindível e inesquecível. É também obrigatória uma ida ao Museu Provincial.
Para se conhecer a cidade, existem duas zonas que podem servir de partida: a praça de San Mateo e a praça de Santa Maria. Na primeira a igreja de San Mateo, construída sobre uma mesquita árabe, entre os séculos XIV e XVIII, com portada Plateresca e retábulo do séc. XVIII. Poderemos apreciar ainda o palácio dos Ulloa, o convento de San Pablo, a casa del Sol, a casa Mudéjar e a casa de Los Golfines de Arriba, para além da casa e a torre dos Sande. Na praça de Santa Maria encontra-se a igreja do mesmo nome, um edifício gótico do séc. XV, em cujo interior se poderá admirar um retábulo plateresco do séc. XVI. No mesmo largo encontra-se ainda o Palácio Episcopal, o dos Ovandos, o de Mayoralgo, o dos duques de Valência e o famoso de Los Golfines de Abajo, em estilo plateresco, que foi residência dos Reis Católicos durante a visita à cidade. Um dos elementos que simbolizam a cidade de Cáceres é, sem dúvida, o arco de La Estrella. Este arco substituiu a Puerta Nueva, medieval, que ligava a Praça Maior com o interior da cidade. A sua construção foi iniciada no séc. XVIII. A porta é formada por um grande arco esconso, rematado com ameias. Fora do conjunto amuralhado deveremos visitar a igreja de Santiago, de origem românica e transformada por Gil Montañón no séc. XVI, com um retábulo-mor, obra de Berruguete; a igreja de San Juan, construída nos séculos XIII a XV, e o convento de San Francisco, como o anterior, em estilo gótico.
Itinerário - Como chegar a Cáceres
Partindo das Termas de Monfortinho, entra-se em Espanha. A cerca de 11 km, no cruzamento, viramos em direcção a Zarza la Mayor. Bem perto, poderemos visitar o Castelo de Peñafiel, do séc. XIV. Continua-se em direcção a Alcántara. A ponte romana, do séc. II, é deslumbrante. Tem 71 metros de altura, 194 metros de comprimento e 8 metros de largura. Acabou de ser construída, em tempos de Trajano, por Cayo Julio Lácer, no ano de 105 da nossa era. De visitar também um interessante conjunto de igrejas e conventos, de entre os que se destaca o Conventual de San Benito. Em Agosto realiza-se o Festival de Teatro medieval e renascentista. Seguimos viagem até Brozas, onde poderemos apreciar uma magnífica fortaleza. A nossa próxima passagem é por Navas del Madroño, famosa pelas suas chaminés. A Praça Sustida é de visitar. De seguida aparece-nos Arroyo de la Luz, com a igreja de La Asunción. Já muito perto de Cáceres, em Malpartida de Cáceres, visitemos o Museu Vostell. Um pouco mais adiante, surge-nos, com todo o seu esplendor e beleza, Cáceres. Património da Humanidade.
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