A Catedral de Coria

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Coria

 

Desta feita a nossa proposta é uma visita a Coria, com passagem por Moraleja. Coria fica a pouco mais de 40 km das Termas de Monfortinho. Saindo das Termas atravessamos a ponte sobre o rio Erges. Onze km à frente, no cruzamento, vira-se à esquerda em direcção a Moraleja (10.000 habitantes). De Moraleja é um salto até ao nosso destino. Coria situa-se junto ao rio Alagón. O viajante fica, sem dúvida alguma, surpreendido pela silhueta monumental que a pequena cidade apresenta. A zona histórica está quase toda cercada por uma muralha granítica começada a construir no séc. II pelos romanos. Coria está localizada numa zona de clima continental, com alguma influência atlântica, que condiciona a sua vegetação. Predomina a azinheira e o sobreiro bem como o mato mediterrânico. Cereal, hortaliças e tomate são as culturas mais frequentes.

A origem da cidade perde-se no tempo. Aparece já no tempo dos Celtas, como sendo a capital dos Vetões. Após a conquista romana, «Caurium» passou a formar parte da província da Lusitânia. No séc. VIII os Mouros convertem-na em «Medina-Cauria» ou «Alkarika».

Durante a Reconquista, esta zona passa de mãos muçulmanas para mãos cristãs, e vice-versa, diversas vezes, até ser, finalmente tomada em 1142 por Afonso VII, que restabelece o bispado da cidade. As diversas circunstâncias históricas que passou, tornaram-na um núcleo predominantemente defensivo. As muralhas são um magnífico exemplar da arquitectura militar romana. A intervalos desiguais, erguem-se mais de vinte torres, quadradas e maciças, de tamanhos diferentes. O castelo é um edifício unicamente de características militares, e remonta ao séc. XV. É composto pelo Castelejo e pela Torre de menagem, construídos em silharia bem lavrada.

A Catedral é o edifício religioso mais significativo. A sua construção, junto do lanço sul da muralha, iniciou-se no fim do séc. XIV e prolongou-se por três séculos, dando origem a uma amálgama de estilos, onde predomina o gótico-renascentista com decoração plateresca nas duas fachadas e com adições barrocas no remate da torre. A Sé actual, foi edificada sobre a anterior, que, por sua vez, tinha sido construída aproveitando uma mesquita muçulmana. Na capela de Las Reliquias, de estilo plateresco, conservam-se importantes elementos religiosos, destacando-se A Toalha da última Ceia. A Catedral dispõe de um mirante de onde se avista uma maravilhosa vista da várzea do rio Alagón. No sopé, uma peculiar ponte de pedra... sem rio, devido ao desvio que o leito do Alagón sofreu no séc. XVIII.

No centro da vila poderemos visitar o convento de La Madre de Dios, do séc. XV. Para visitar ternos também o palácio dos duques de Alba, do séc. XVI, o palácio episcopal, do séc. XVII, o hospital de San Nicolás de Bari, a igreja de Santiago, a prisão real e a eclesiástica, o seminário «Viejo», o mercado de cereais e o convento de S. Francisco. Tudo isto em Coria. Na Extremadura. Naturalmente...


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Festas de S. João em Coria - El San Juan de Coria

Entre 23 e 29 de Junho de 2008, decorrerão em Coria as Festas de S. João. Os habitantes, e milhares de turistas, uma vez mais, poderão desfrutar desta antiga tradição. Em Coria são soltos, para percorrer a zona histórica da cidade, bonitos e grandes touros das mais afamadas ganadarias espanholas - Victorino y Adolfo Martín, Sepúlveda, Cobaleda, Peñajara, El Torreón, Galache, Valverde e Monteviejo.

O touro da tarde é solto às 20,00 h e o da madrugada pelas 3,30 h.

O calendário taurino prolonga-se por sete dias seguidos, sempre acompanhado de tardes e noites onde a cordialidade e a alegria das gentes de Coria emprestam uma beleza e boa disposição contagiante.

Estes sete dias intensos, cheios de emoção e alegria terão o seu epílogo com o espectacular fogo de artifício que ilumina a noite de Coria, junto às águas do rio Alagón que, pachorrentamente, correm em busca do seu descanso. Ao mesmo tempo a Cidade adormece, ficando à espera do próximo ano.

Como dizem os seus habitantes: "- ¡Quien viene y vive San Juan... vuelve nuevamente para poder reeditar las experiencias vividas!."

 

 

 

 

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