FACHADA DO BALNEÁRIO TERMAL

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Vista interior do Balneário

 

 

 

 
 

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    A Companhia das Águas da Fonte Santa de Monfortinho, comemora 100 Anos.

    19 de Dezembro de 1907 - 2007

    Os 100 Anos da Companhia das Águas da Fonte Santa de Monfortinho:

     

    Nas faldas da serra de Penha Garcia, onde o rio Erges a rompe na corrida para o Tejo, situa-se a Fonte Santa.

    Os romanos, nas andanças por estas terras, interessaram-se pelas águas da serra de Penha Garcia. Sem um fim medicinal, tiveram termas na Mansatela, Salvador, Ramiro, Penha Garcia, Foro, Badanais, Brejos, Gorgolão, Monfortinho e Fonte Santa. Parece que as termas romanas, na Fonte Santa, tiveram a sua plena actividade, um pouco mais acima, junto do rio Erges, ao fundo da Veiga do Cravo. Há algumas décadas, uns rebuscadores de minério, ao prospectar o terreno, encontraram condutas e, segundo relatos posteriores, também uma estátua de pedra, no local antigo das termas. Os campos entre a estrada de acesso às Termas e o rio Erges, foram explorados pelos romanos, lavando a terra à procura de pepitas de ouro. Os terrenos envolventes, cheios de montes de pedras e covas, são os restos da meticulosa exploração aurífera de então. Na parte de lá do Erges, agora Espanha, no período neolítico, um castro dominava as várzeas em redor. No Porto Galinho e na Troviscosa habitaram famílias romanas em pequenos aglomerados populacionais. Tudo desapareceu. Hoje, algumas pedras e restos de cerâmica, são os documentos mais eloquentes de uma época, no tempo  brilhante, e que depois entrou em decadência.

    Antes das guerras da restauração, Monfortinho era uma povoação de certo valor social. Além de uma igreja paroquial tinha um convento. Desses tempos, temos ainda a capela da Senhora da Consolação e as antigas imagens da Senhora da Consolação, de S. Pedro, do Espírito Santo e de São Sebastião. Foi destruída pelos espanhóis depois de 1640. Monfortinho tornou-se uma propriedade rural de um só dono. Em 1862, habitavam em Monfortinho, como rendeiros, João de Oliveira Soares, Manuel Mendes, José Mendes, Filipe Antunes, João Domingues, Braz Monteiro, José Poças e Lourenço Manteigas. Em 1902, os rendeiros compraram a herdade de Monfortinho. Hoje é sede de freguesia.

    O médico Dr. António Nunes Ribeiro Sanches, natural de Penamacor, escreveu o “Discurso sobre as águas de Penha Garcia”, em 1725. Quando criança e, depois já adulto, esteve na Fonte Santa, onde alcançou a cura dos seus males. No célebre “Aquilégio Medicinal”,  da autoria de Francisco da Fonseca Henriques, também lhe está dedicada uma descrição. O Dr. António Pedrosa Barreto, médico em Idanha-a-Nova, depois de obter a cura de sua filha, Emília Raquel, escreveu uma pequena monografia “Memorial ou História dos banhos da Fonte Santa de Monfortinho”.

    Ao escrever-se a história das Termas de Monfortinho, toma particular relevo o médico Dr. José Gardete Martins, que, com abnegada dedicação e sacrificando toda a sua vida e haveres, obteve a concessão da “exploração da indústria crenoterápica e a exploração das nascentes de àgua minero-medicinal de Monfortinho” por alvará publicado em 20 de Dezembro de 1906, primeiro passo para a fundação da  Companhia das Águas da Fonte Santa de Monfortinho no dia 19 de Dezembro de 1907. Até esta data, e depois durante longos anos, o Dr. José Gardete Martins lutou com sérias dificuldades para angariar capitais, no desejo de fazer de Monfortinho umas Termas dignas de poderem ser famosas e úteis à humanidade do ponto de vista clínico, sem conseguir encontrar quem o compreendesse. Por fim, a Providência trouxe à sua presença o ilustre beirão e incansável batalhador, o Sr. Conde da Covilhã, que enfrentando uma terrível tarefa realizou o que pode chamar-se um milagre, transformando o que era quase selva, neste aprazível oásis, apreciado por todos.

    No século XIX e no primeiro quartel do século XX, foram os espanhóis os aquistas de Monfortinho. Junto do “banho velho” ou “fonte das espanholas”, como era mais conhecido, faziam as choças de mato para se recolherem durante a noite e, de dia, escolhiam as sombras das árvores. De vez em quando vinham a banhos uma ou outra família abastada das povoações limítrofes. E a Fonte Santa permaneceu assim até que se rasgou a estrada na década de trinta, desde o cruzamento de Salvaterra do Extremo.

    É uma obra do Arquitecto Vasco Pereira de Lacerda Marques. O projecto inicial tem a sua assinatura e é datado de 1938. Em 1940, foi inaugurado o edifício que agora se remodelou bem como o Hotel da Fonte Santa. Com essas obras deu-se a grande explosão termal  que há muito se tornava necessária. Naquela data era Director Clínico o médico Dr. Carvalho Maia, tendo-lhe sucedido o Dr. Lívio Ferreira e o Prof. Doutor Serafim Guimarães que, tendo assumido o cargo em 1969 o exerceu até ao ano de 2000. Neste ano é convidado a presidir ao Conselho de Administração da Companhia das Águas da Fonte Santa de Monfortinho, preenchendo o lugar do saudoso Prof. Doutor Manuel Eugénio Machado Macedo. A época termal de 2000 é iniciada com o actual Director Clínico, Dr. Lícinio Poças que, há cerca de 30 anos ininterruptos, vem exercendo clínica termal em Monfortinho.   na  década de 90, primeiro em sociedade com os herdeiros do Sr. Conde da Covilhã, e posteriormente assumindo uma posição maioritária, o Grupo Espírito Santo passa a controlar os destinos dos empreendimentos existentes, reforçando a ideia que o Balneário Termal era, sem sombra de dúvida, o motor de desenvolvimento que urgia renovar.

    O belíssimo balneário das termas foi sujeito, em 2001, a uma profunda remodelação, efectuada pelo Arquitecto José Luís Teixeira Pinto. Toda a infra-estrutura foi reorganizada e modernizada criando um novo ambiente de bem-estar com áreas modernas de repouso e relaxamento.

    A nova estrutura do balneário, proporciona uma oferta de tratamentos, mais funcional na inter-relação dos serviços, melhor adaptada às necessidades manifestadas pelos Termalistas e melhor pensada para responder à crescente procura de uma faixa de utentes que vê nos balneários termais um papel importante na recuperação do equilíbrio físico e psíquico de todos os que não conseguem escapar a um dia-a-dia intenso e aos meses consecutivos das variadas preocupações da vida citadina.

    Orgulha-se de ser considerado um balneário termal ao melhor nível da Europa.

     

    © 2011 COMPANHIA DAS ÁGUAS DA FONTE SANTA DE MONFORTINHO - José Russo Belo