A Companhia das Águas da Fonte Santa de Monfortinho, comemora 100 Anos.
19 de Dezembro de 1907 - 2007
Os 100 Anos da Companhia das Águas da Fonte Santa de Monfortinho:
Nas faldas da serra de Penha Garcia,
onde o rio Erges a rompe na corrida para o Tejo, situa-se a Fonte Santa.
Os romanos, nas andanças por estas terras,
interessaram-se pelas águas da serra de Penha Garcia. Sem um fim medicinal,
tiveram termas na Mansatela, Salvador, Ramiro, Penha Garcia, Foro, Badanais,
Brejos, Gorgolão, Monfortinho e Fonte Santa.
Antes das guerras da restauração, Monfortinho era uma
povoação de certo valor social. Além de uma igreja paroquial tinha um convento.
Desses tempos, temos ainda a capela da Senhora da Consolação e as antigas
imagens da Senhora da Consolação, de S. Pedro, do Espírito Santo e de São
Sebastião. Foi destruída pelos espanhóis depois de 1640. Monfortinho tornou-se
uma propriedade rural de um só dono. Em 1862, habitavam em Monfortinho, como
rendeiros, João de Oliveira Soares, Manuel Mendes, José Mendes, Filipe Antunes,
João Domingues, Braz Monteiro, José Poças e Lourenço Manteigas. Em 1902, os
rendeiros compraram a herdade de Monfortinho. Hoje é sede de freguesia.
O médico Dr. António Nunes Ribeiro Sanches, natural de
Penamacor, escreveu o “Discurso sobre as águas de Penha Garcia”, em 1725. Quando
criança e, depois já adulto, esteve na Fonte Santa, onde alcançou a cura dos
seus males.
Ao escrever-se a história das Termas
de Monfortinho, toma particular relevo o médico Dr. José Gardete Martins, que,
com abnegada dedicação e sacrificando toda a sua vida e haveres, obteve a
concessão da “exploração da indústria crenoterápica e a exploração das nascentes
de àgua minero-medicinal de Monfortinho” por alvará publicado em 20 de Dezembro
de 1906, primeiro passo para a fundação da
Companhia das Águas da Fonte Santa de Monfortinho no dia 19 de Dezembro de 1907.
Até esta data, e depois durante longos anos, o Dr. José Gardete Martins lutou com
sérias dificuldades para angariar capitais, no desejo de fazer de Monfortinho
umas Termas dignas de poderem ser famosas e úteis à humanidade do ponto de vista
clínico, sem conseguir encontrar quem o compreendesse. Por fim, a Providência
trouxe à sua presença o ilustre beirão e incansável batalhador, o Sr. Conde da
Covilhã, que enfrentando uma terrível tarefa realizou o que pode chamar-se um
milagre, transformando o que era quase selva, neste aprazível oásis, apreciado
por todos.
No século XIX e no primeiro quartel do
século XX, foram os espanhóis os aquistas de Monfortinho. Junto do “banho velho”
ou “fonte das espanholas”, como era mais conhecido, faziam as choças de mato
para se recolherem durante a noite e, de dia, escolhiam as sombras das árvores.
De vez em quando vinham a banhos uma ou outra família abastada das povoações
limítrofes. E a Fonte Santa permaneceu assim até que se rasgou a estrada na
década de trinta, desde o cruzamento de Salvaterra do Extremo.
É uma obra do Arquitecto Vasco Pereira de
Lacerda Marques. O projecto inicial tem a sua assinatura e é datado
de 1938.
Em 1940, foi inaugurado o edifício que
agora se remodelou bem como o Hotel da Fonte Santa. Com essas obras deu-se a
grande explosão termal
que há muito se tornava necessária.
O belíssimo balneário das termas foi sujeito, em 2001, a uma profunda remodelação, efectuada pelo Arquitecto José Luís Teixeira Pinto. Toda a infra-estrutura foi reorganizada e modernizada criando um novo ambiente de bem-estar com áreas modernas de repouso e relaxamento.
A nova estrutura do balneário, proporciona uma oferta de tratamentos, mais funcional na inter-relação dos serviços, melhor adaptada às necessidades manifestadas pelos Termalistas e melhor pensada para responder à crescente procura de uma faixa de utentes que vê nos balneários termais um papel importante na recuperação do equilíbrio físico e psíquico de todos os que não conseguem escapar a um dia-a-dia intenso e aos meses consecutivos das variadas preocupações da vida citadina.
Orgulha-se de ser considerado um balneário termal ao melhor nível da Europa.

