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Os arredores a conhecer...

Salvaterra do Extremo

Situada junto da fronteira com Espanha, e de origem muito antiga, foi um reduto fortificado pelos romanos e pelos árabes. Seria sobre estas ruínas que D. Afonso Henriques mandaria construir o castelo. D. Sancho II atribui-lhe, em 1229, foral. Existiu como concelho até 1855, altura em que foi anexada ao concelho de Idanha-a-Nova. Das regalias municipais de outros tempos, conserva como testemunho, o pelourinho. Do castelo e fortaleza já nada existe.

Na segunda-feira de Páscoa, e desde 1905, Salvaterra do Extremo realiza o tradicional bodo, festa de abundância e alegria, em sequência de uma promessa ancestral (de Nossa Senhora proteger as searas de uma violenta praga de gafanhotos). Após a missa e procissão, centenas de habitantes e espanhóis confraternizam no recinto do bodo, onde são servidos, gratuitamente, pratos típicos de borrego e vinho à descrição.

Toda esta freguesia tem um encanto especial. As pessoas são afáveis e hospitaleiras, pelas ruas encontramos pequenas maravilhas como: a casa dos Sardões, o poço em forma de meia-lua, a Casa da Câmara e a torre sineira, as casas típicas de xisto, as cegonhas no campanário e as interessantes pocilgas de granito em forma cilíndrica. Não perca ainda a oportunidade de efectuar um passeio pedestre pelas fragas do Erges e pela calçada romana próxima da praia fluvial e das azenhas.

Igreja da Misericórdia de Salvaterra do Extremo. A data provável da sua construção é o ano de 1505. Foi recuperada recentemente. A 13 de Setembro de 2003 foi reaberta com uma Cerimónia com dezenas de convidados.

Imagem do interior da Igreja da Misericórdia no dia 13 de Setembro de 2003, aquando da sua reabertura ao culto.

Durante séculos, a aldeia de Salvaterra do Extremo foi uma vigilante atenta da Raia, em despique diário e directo com a fortaleza espanhola vizinha de Peña Fiel. Foi também centro de "grandes senhores da terra". Aos poucos perdeu vitalidade, mas permanecem imensos factos e valores que justificam uma visita. Logo à entrada de Salvaterra do Extremo fica a Capela da Nossa Senhora da Consolação. Bem perto, atente-se no Aqueduto, com um grande chafariz (encimado pelas armas da coroa real) e uma cisterna.  

Nas proximidades do aglomerado, na direcção do rio, vale a pena ver: as ruínas da Capela de S. Pedro; a fantástica Calçada Romana que, através de um aprazível percurso por entre muros e olivais nos leva até à praia fluvial e às azenhas do Erges; as furdas, tradicionais pocilgas construídas em pedra, de forma cilíndrica (como as que existem junto à Calçada Romana).

Finalmente, sugira-se uma visita às gargantas do rio Erges, entre Salvaterra do Extremo e o castelo espanhol de Peña Fiel, com fragas admiráveis como as da Fonte de Ribeira, do Salto da Amendoeira, do Saltinho, do Lajoeiro e do Salto Grande (sobretudo esta última que é um verdadeiro mirante).

É o domínio das águias-reais e de outras aves de rapina que, lá do alto, espreitam as brincadeiras das lontras no rio.

 

 


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© 2011 COMPANHIA DAS ÁGUAS DA FONTE SANTA DE MONFORTINHO - José Russo Belo